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Banco Central estuda possibilidade para reajustar o crédito imobiliário a partir da inflação

05 de Agosto - 2019

Banco Central estuda possibilidade para reajustar o crédito imobiliário a partir da inflação

Inflação pode ser usada para reajustar o crédito imobiliário. Está é a possibilidade que o Banco Central está estudando. Na compra da casa própria em operações do Sistema Financeiro de Habitação (SEH), indíces de inflação como o PCA, podem servir de referência para o reajuste das parcelas de crédito. 

Essa possibilidade poderia substituir a Taxa Referencial (TR), atualmente utilizada como indexador em todas as operações do SFH. A expectativa é de que a mudança abra espaço para juros menores e novos contratos no setor.

Hoje, o comprador que financia Imóvel pelo Sistema Financeiro de Habitação, paga uma taxa de juros fica - que possui limite de 12% -, mais a Taxa Referencial, que atualiza o saldo devedor. O valor recebido pelo mutuário, na prática, é fixo, pois o valor da TR hoje é zero.

Em maio, pro exemplo, a taxa média de juros cobrada em financiamentos imobiliários foi de 7,7% ao ano, neste caso, segundo dados recentes do Banco Central. Já quem financiou o imóvel fora do Sistema Financeiro de Habitação - com taxas de mercado - teve acesso a juro médio de 9,2% ao ano.

Por utilizar recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o SFH já possui um custo mais baixo. Outro fator que contribui são os limites para juro cobrado e para o valor do imóvel que será adquirido (hoje, este valor é de até R$ 1,5 milhão).

O que o Banco Central estuda é permissão para que bancos utilizem, no lugar da TR, um índice de preços para reajustar o saldo devedor, podendo valer para os novos contratos e, podendo ser feito, por exemplo, por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial para a inflação no Brasil - ou o IGP-M, utilizado em contratos de aluguel.

Com informações da Revista Exame.