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Pandemia muda a busca por imóveis

28 de Julho - 2020

Pandemia muda a busca por imóveis

 

A pandemia do novo coronavírus causou inúmeras mudanças no mundo, desde a forma como nos relacionamos com as pessoas, a forma como estudamos, trabalhamos e consumimos produtos e serviços. Uma dessas inúmeras mudanças também pode ser percebida no mercado imobiliário. 

Desde março, com a adoção de medidas de isolamento social, muitas empresas se viram obrigadas a adotar o home office. De acordo com uma pesquisa da empresa de monitoramento de mercado Hibou, realizado em março, seis em dez (59,9%) brasileiros aderiram ao regime de home office.

Além disso, muitas pessoas tiveram seu contrato de trabalho suspenso ou a carga horária reduzida, enquanto muitos receberam férias. Isso tudo, fez com que muitas pessoas passassem a ficar muito mais tempo em casa. 

As casas pequenas, que antes seus moradores praticamente só chegavam para dormir, agora precisam de mais espaço para um escritório home office, um espaço para as crianças que estão sem escola,ou então os pets. De forma geral, as pessoas passaram a perceber que suas casas precisam ser um ambiente confortável que contemple tudo isso.

No início da pandemia, em março, as expectativas para o mercado imobiliário não eram muito positivas, mas o setor tem conseguido se manter firme, com a ajuda da taxa básica de juros (Selic) no índice mais baixo já registrado e a demanda por imóveis maiores. Inclusive, se adaptou rapidamente para o formato digital de vendas.

O índice FipeZap, um indicador com abrangência nacional que acompanha os preços de venda e locação de imóveis no Brasil, apontou uma alta o aumento de vendas, em maio foi registrada uma alta de 0,23%.

A pandemia e o aumento de pessoas trabalhando home office fez as buscas dispararem por casas maiores, iluminação natural e uma boa ventilação. Além disso, caso o home office se estabeleça, a busca por imóveis perto dos centros comerciais irá diminuir. Afinal, se você pode trabalhar de qualquer lugar do mundo, não é necessário morar no centro da cidade. Essa tendência valoriza também buscas por casas mais afastadas e com mais verde. 

É o que demonstra um levantamento da startup Loft . Esse levantamento demonstra que 45% dos clientes passaram a cogitar apartamentos maiores. Caso consigam um imóvel maior,  70% demonstraram desejo por uma área reservada para o trabalho remoto.

Outro aspecto que têm sofrido alteração na busca por imóveis, e que antes eram tendência, são os cômodos sem definição do que são exatamente como, por exemplo, uma cozinha no mesmo ambiente que a sala. Dessa forma, cômodos bem definidos que trazem mais privacidade aos moradores. 

Segundo a pesquisa "A influência do coronavírus no mercado imobiliário brasileiro", do Grupo Zap, cerca de 67% dos que estão procurando um novo imóvel consideram importante ou muito importante que os cômodos sejam bem definidos.

De acordo com o site Quinto Andar, as casas também tiveram um aumento de interesse, tanto dentro quanto fora de condomínios fechados. A busca por casas em condomínios fechados, o que agrega mais segurança, aumentou em 76%. Já a aceleração para imóveis fora de um condomínio aumentou 42%.  Além do mais, para 60% dos entrevistados, também é importante uma vista desimpedida e a possibilidade de ter uma varanda. 

Também estão ganhando destaques, imóveis que podem ser redesenhados em módulos, ou seja, que os espaços podem ser transformados em cômodos de acordo com a necessidade.

De forma geral, a pandemia mudou os hábitos e tem mostrado cada vez mais a necessidade do lar ser um espaço confortável para a convivência com a família, animais de estimação e também um bom lugar para trabalhar.